Jornalista apresenta novo livro no Senac RC Divulgação - publicada em 1. 10. 2014 - atualizada 14h29 A jornalista e escritora Goimar Dantas ministrou palestra e falou sobre seu novo livro Rotas Literárias de São Paulo, no encarramento da Feira de Troca de Livros do Senac Rio Claro que possibilitou a troca de cerca de 200 títulos
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Em Rio Claro, Goimar falou de sua história como jornalista e escritora de livros-reportagens e livros infantis, além de contar a trajetória de pesquisa e visitas para criar seu novo livro

Onde morou, pensou e viveu Mário de Andrade? Quem são as personalidades que frequentam o Centro Cultural São Paulo? Qual a história por trás da Livraria Cultura e da família da fundadora Eva Herz, que veio para o Brasil fugindo da guerra e começou a alugar seus livros para a alta sociedade paulistana? Essas histórias e outras atuais, mas nem por isso menos cativantes estão no livro Rotas Literárias de São Paulo, da jornalista e escritora Goimar Dantas, que participou do encerramento da Feira de Troca de Livros do Senac Rio Claro.

Goimar falou de sua história como jornalista e escritora de livros-reportagens e livros infantis, além de contar a trajetória de pesquisa e visitas para criar o livro, que faz um passeio por 21 locais da capital que foram palco ou ainda são dos literários, leitores, mecenas e apreciadores da nova literatura. Ela não apenas pesquisou, mas visitou toda a rota que apresenta em seu livro ilustrado com fotos e temperado com poesias, músicas e trechos de documentos históricos. O livro Rotas Literárias de São Paulo é uma publicação da Editora Senac.

A obra é inspirada por Stratford-upon-Avon, Inglaterra, cidade onde William Shakespeare nasceu, que conserva pontos históricos onde o famoso inglês viveu. A autora visitou a cidade e resolveu contar as histórias dos locais que promovem ou recebem a literatura em São Paulo.

“Esses roteiros de Stratford-upon-Avon me deram uma chacoalhada. Eu quis jogar um pouco de luz sobre esses lugares, sendo que muitos são conhecidos, mas outros ninguém conhece”, diz a jornalista.

Em sua jornada, Goimar entrevistou pessoas ligadas à literatura que gerenciam órgãos de cultura, livreiros, ex-livreiros, octagenários que participaram da vida cultural da São Paulo dos anos 1950 e 1960 para traçar um panorama histórico, desde os saraus de Veridiana Prado, grande dama da sociedade paulistana que abria a casa para saraus literários até o sarau da Cooperifa, um sarau da periferia que reúne aproximadamente 250 pessoas todas as quartas-feiras, que vão ouvir e declamar poesia.

O Bar e Mercearia São Pedro, o Casarão das Rosas, bibliotecas e até o Cemitério Consolação estão nas rotas percorridas e descritas pela autora, que reúne histórias sobre as pessoas e a produção literária. “Eu fiz um roteiro que tinha muito do meu gosto pessoal e também rotas que conheci ao fazer as entrevistas. Eu entrevistei quase 40 pessoas, sendo que um grupo era octagenário, que agora já são nonagenários.”

Uma das curiosidades do livro é a peregrinação ao túmulo de Monteiro Lobato, onde as pessoas vão pedir ajuda na escola para melhorar de nota ou ainda um apoio para publicar o primeiro livro, dificuldade que somente quem viveu de literatura no país pode entender.

A Feira de Troca de Livros ocorreu de 22 a 27 de setembro, com troca de aproximadamente 200 títulos, além de programação cultural com recital de poesias, contação de histórias, workshop de desenho, apresentação musical em Libras e palestra.

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